Web luar - Remember

09/09/2013Web’s de Capitulo Único - Remember
*Remember***
*
**
**Autora:* Isa
*Status:* Finalizada
*Revisada por:* Isa
*Categoria:* One Direction
*Sub-Categoria:* Romance - ShortFic

- Eu estava pensando… - Arthur disse remexendo-se no sofá, virando-se de barriga para cima para me olhar - Faz quanto tempo que a gente se conhece? Uns quatro anos? - sua expressão era pensativa e eu sorri com os lábios fechados, passando a mão levemente por seus cabelos Castanhos , já que sua cabeça estava apoiada nas minhas pernas.
- Três anos e nove meses. - respondi precisamente, desviando meu olhar para a TV assim que ele me encarou.
- Como você sabe tão bem assim, Lu? - perguntou. Mesmo sem tirar os olhos da TV, sabia que os seus Castanhos estavam me fitando ainda. Continuei mexendo em seus cabelos e dei de ombros.
- Eu lembro que nos conhecemos em Setembro, no início do primeiro ano. E como estamos em Junho… Três anos e nove meses. - disse tentando parecer indiferente em relação aquilo, quando na verdade eu me recordava de cada dia que havia passado com ele.
- Faz tempo, né? - o olhei com um sorriso nos lábios e apenas concordei com a cabeça. Seus braços agora estavam cruzados na altura do peito e seu sorriso infantil veio aos seus lábios. ”O sorriso mais lindo do mundo.” - Eu me lembro do dia que nos conhecemos. - Arthur me olhou novamente, mudando do sorriso infantil para o sorriso enviesado que me fazia corar algumas vezes. Mas não agora, já que estava acostumada em lembrar daquela história. - Você lembra?
- De cada detalhe, Aguiar.

*Flashback*
Setembro de 2008

"Segunda semana de aula e eu já estava atrasada. Se eu não tivesse ficado para escutar o sermão da minha mãe de como eu conseguia ser tão enrolada com somente quinze anos, eu até conseguiria chegar a tempo da primeira aula. Mas agora eu não tinha certeza disso, só de que precisava correr para pelo menos conseguir entrar no colégio.
Assim que avistei o portão, percebi que o porteiro estava fechando-o. Acabei agindo por impulso e gritei, pedindo para que ele me esperasse. Ainda bem que ele era simpático e me deixou entrar. O agradeci assim que passei voando por entre a brecha que ele havia deixado para que eu entrasse, continuando correndo em direção ao prédio. O vento frio de Setembro fazia minha saia voar e eu tentava segurá-la ao mesmo tempo em que tentava equilibrar o caderno em minhas mãos. O barulho do meu sapato de salto médio e grosso ecoava pelo piso do prédio conforme eu ainda corria em direção à sala de Biologia, onde seria minha primeira aula. Eu não era a única atrasada, mas era a única do primeiro ano e desesperada para conseguir entrar. Os outros alunos mais velhos pareciam comemorar o fato de estarem para fora da sala.
- Sra. Jenkins! - gritei assim que vi a professora fechando a porta da sala. Ela fingiu que não me viu e fechou a porta quase na minha cara. - Droga! - suspirei assim que alcancei a porta fechada, olhando pelo quadrado de vidro que tinha ali. Fiquei na ponta do pé e vi Cassie, minha melhor amiga desde a infância, com uma careta. Dei de ombros e murmurei que a encontrava na hora do intervalo, tomando caminho para o jardim, pois precisava de ar.
O céu estava parcialmente coberto por nuvens e o tempo frio já dava indícios de que ficaria por um tempo. As meias 7/8 do meu uniforme não ajudavam a barrar o frio que sentia nas pernas quando o vento soprava. Agradeci mentalmente quando avistei um banco vago no sol e me dirigi até ele, sentando-me ali para tentar me aquecer. Uma rajada de vento fez com que meu caderno abrisse e alguns papeis voassem de lá.
Assim que levantei-me para pegá-los espalhados pelo gramado, outra rajada de vento fez com que minha saia levantasse totalmente. Tentei ajeitá-la o mais rápido que consegui, mas não a tempo suficiente para evitar que um garoto de cabelos Castanhos visse tudo. ”Tudo.”
- Você deveria tomar mais cuidado com essa saia. - ele aproximou-se de mim com um sorriso divertido nos lábios, entregando-me os papeis que voaram do caderno. Ajeitei meu cabelo e sorri envergonhada de volta.
- Obrigada. - agradeci sentindo minhas bochechas corarem. Dei as costas para ele e voltei a me sentar no banco, imaginando que ele já estaria bem longe dali. Mas me enganei assim que o vi se sentar ao meu lado, de forma despreocupada. Conforme colocava os papeis de volta no caderno, reparei que ele usava um all star ao invés dos sapatos pretos que compunham o uniforme, além de que sua gravata estava frouxa e dois botões de sua camisa com o brasão do colégio estavam abertos. Acabei me atrapalhando e quase derrubei o caderno no chão quando reparei no seu rosto sereno, sempre com um sorriso infantil nos lábios e um olhar que demonstrava que jamais seria capaz de fazer mal a alguém.
- Você não tem cara de que mata aula. - ele perguntou ao me olhar. O encarei por uns dois segundos e voltei a arrumar minhas coisas.
- Eu cheguei atrasada. - respondi minimamente, sentindo uma vergonha extrema ainda por ele ter me visto com a saia levantada.
- Ah, bem-vinda ao clube. - ele riu - Achei que era o único que conseguia me atrasar na segunda semana de aula.
- Minha mãe também acha isso de mim. Vou contar para ela que não sou a única. - consegui olhá-lo sem corar, sorrindo.
- Meu nome é Arthur. - ele estendeu sua mão para que eu o cumprimentasse. O olhei em dúvida por alguns segundos, mas tratei logo de apertar sua mão.
- Lua. - o sorriso dele aumentou ao ver que eu tinha retribuído o gesto. Ele era legal, diferente da maioria das pessoas daquele colégio.”

*Flashback Off*

- Sua calcinha era branca e tinha umas cerejas pequenininhas. - Arthur disse para me zombar e eu dei um tapa em sua testa, que o fez rir mais ainda.
- Larga de ser besta, Aguiar. - ele segurou minha mão e deu um beijo demorado nela, fazendo-me querer ser capaz de controlar meus batimentos cardíacos.
- E você adquiriu essa mania de me chamar pelo sobrenome toda vez que estava ou fingia estar brava comigo. - ele entrelaçou nossos dedos e ficou olhando para o teto, provavelmente lembrando-se de alguma coisa.
- Eu tive de arrumar um jeito para te fazer parar quieto. - comentei voltando a prestar atenção na TV ligada à minha frente. O episódio de ”Friends” já havia acabado e ninguém notara.
- Você me falou isso uma vez. - engoli em seco, percebendo que ele havia voltado a me encarar. - E aí eu tive de arrumar um jeito para fazer você parar com isso também. Você lembra? - sua voz acabou adquirindo uma entoação mais séria. Por defesa, recolhi minha mão e cruzei os braços, fingindo prestar atenção no comercial de perfume.
- Lembro. - me limitei nas palavras, mas não consegui evitar todas as lembranças daquele dia invadindo minha mente.

*Flashback*
Maio de 2010

”- Se você falar que quer desistir de novo, eu juro que vou te bater, Aguiar! - gritei da sala, ouvindo Arthur reclamar da cozinha.
- Mas você não tem noção de como isso me deixa nervoso, Lua. - ele gritou de volta, jogando alguma coisa dentro da pia que fez barulho. Respirei fundo tentando manter a calma com ele. Em partes eu o entendia, mas queria que ele mostrasse confiança. Ouvi seus passos e olhei para trás, vendo-o voltar da cozinha com um pote de pipoca em mãos. De cara fechada, Arthur sentou-se ao meu lado e me entregou o pote, colocando os pés na mesa de centro e dando play em ”Harry Potter e a Câmara Secreta.” Me debrucei sobre seu corpo e peguei o controle, pausando o filme novamente. Arthur me olhou intrigado e suspirou quando percebeu aonde eu queria chegar.
- Por que você está assim? - perguntei ao colocar o pote de pipoca em cima da mesa de centro, aproximando-me mais dele.
- Porque eu tenho medo de falhar, Lu. - disse com uma voz manhosa, enterrando o rosto nas mãos.
- E por que você falharia? Você sempre cantou bem e eu nunca ouvi você desafinar. - retruquei ainda com um tom imponente. Eu ia convencê-lo de que ele poderia fazer aquilo.
- Só que a diferença é que eu não vou estar cantando em um pub para meus amigos de dezesseis anos. - ele tentou argumentar, alterando o tom de voz novamente - Eu vou estar cantando para milhares de pessoas, e uma dessas pessoas é Simon Cowell. - E eu tenho certeza que o Simon Cowell vai te dar um sim e você vai entrar para o ”X-Factor.” - retruquei.
- E se ele não der? Eu não quero ouvir um não, eu vou desistir, Lu. - dei um soco em sua perna que o fez gritar. - TÁ MALUCA?
- Não, Aguiar, você é que tá! - gritei de volta. - Presta atenção no que você tá falando! Você tá falando que você não é bom, que as pessoas não vão gostar de você. Claro que elas vão, Aguiar! Você tem uma voz linda. - tentava usar todos os argumentos que vinham na minha cabeça, mas ele continuava me olhando como se eu estivesse errada.
- Eu odeio essa sua mania de me chamar pelo sobrenome. - fechou os olhos, parecendo irritado.
- Desculpa, mas é o único jeito que te faz ficar quieto, Aguiar. - disse novamente só para provocá-lo e tentar fazer com que ele esquecesse aquela ideia de desistir das audições do ”X-Factor.”
- Eu vou ter que arrumar uma maneira de te fazer ficar quieta também. - quando Arthur abriu os olhos, percebi que ele me olhava de uma maneira diferente, de uma forma que nunca me olhou antes. Era um olhar intenso, profundo, que fazia meu coração disparar como quando ele me abraçava.
- O que você vai fazer, Aguiar? - disse involuntariamente, nem ao menos percebendo quando as palavras saíram da minha boca. E acabei não percebendo também quando Arthur aproximou-se ainda mais de mim, envolvendo meu rosto em suas mãos e beijando-me rapidamente. ”

*Flashback Off*

- Você me deixou traumatizada, sabia? - brinquei tentando quebrar o clima tenso que havia se instalado ali como uma névoa. Não sei se funcionou totalmente, mas Arthur riu do seu jeito particular, sentando-se no sofá para me fazer cócegas. - Não ouse, Arthur Aguiar! - tentei me encolher no sofá, mas como Arthur era maior do que eu e mais forte, ele conseguiu prender meus braços e fazer cócegas ao mesmo tempo. Eu gostava disso na gente, de que em um segundo estávamos sob uma onda de tensão e no segundo seguinte nós agíamos como se nada tivesse nos abalado.
- Agora sim vou te deixar traumatizada! - Arthur riu maleficamente, colocando uma perna de cada lado do meu corpo, continuando com as cócegas em minha barriga. De tanto rir, fui perdendo as forças para tentar me soltar e agradeci que Arthur também se cansou de me fazer chorar de rir. Ele soltou minhas mãos e arrumou meus cabelos no lugar, enquanto eu enxugava as lágrimas que haviam caído. Suspirei cansada e o encarei sorrindo, ainda em cima de mim. Arthur segurou meu braço esquerdo e pegou o pingente de coração que estava preso na pulseira de ouro. - Você nunca tirou.
- Eu te prometi que nunca tiraria. - disse com a respiração normalizada, acompanhando o olhar dele em minha pulseira.
- Eu achava que nunca mais ia te ver depois daquele Natal. - sua voz falhou no final da frase e eu percebi como era difícil para nós dois nos lembrarmos daquele tempo.
- Mas agora nós estamos aqui, Thurzinho . - o chamei pelo apelido que eu havia dado para ele no colégio e o vi sorrir. - Juntos novamente.

*Flashback*
Dezembro de 2010

"Saí de casa correndo, terminando de colocar as luvas em minhas mãos. A neve caía fortemente, mas isso não impedia que as pessoas lotassem as ruas da cidade para comprar os presentes de última hora para o Natal. Meu coração estava acelerado e eu ainda não sabia o motivo. Poderia ser por alegria de vê-lo novamente depois de meses sem ele. Poderia ser ansiedade por saber cada detalhe que ele ia me contar do programa e o que seria da sua vida de agora em diante. Mas também poderia ser medo porque eu não queria contar o que "*eu*" faria da minha vida no próximo ano.
Adentrei a cafeteria que costumávamos nos encontrar antes de tudo e estranhei a movimentação. Havia pessoas até na calçada coberta de neve tentando ver o que estava acontecendo do lado de dentro. Senti o ar quente tomar conta do meu corpo instantaneamente e tirei o gorro de lã e as luvas, guardando-os na bolsa transversal que usava. Fiquei na ponta do pé para tentar enxergar alguma coisa nas mesas, mas estava impossível.
- Com licença. - pedi para a senhora que estava bloqueando passagem. Mas ela não me ouviu. - Senhora, com licença. - tentei novamente e não obtive resposta. Fui tentar passar pelo espaço mínimo, mas acabei sendo bloqueada por duas garotas que pararam ali. - Que porcaria! - bradei. Senti meu celular vibrando no bolso da jaqueta grossa que usava e vi o nome de Arthur no visor. - Alô?
“- Lu? Você já chegou?” - ele gritava do outro lado da linha e era possível ouvir muito barulho. Provavelmente ele estava aqui dentro.
- Cheguei, onde você tá, Arthur? Tem muita gente aqui. - perguntei olhando em volta, tentando ver algum vestígio de cabelos Castanhos por ali.
“- Lembra quando a gente saiu do colégio uma vez e começou a chover forte e nos escondemos aqui?” - tive que forçar minha audição para entender o que ele dizia. Concordei e ele continuou falando - ”E aí o senhor Jones permitiu que nós entrássemos no escritório no segundo andar para trocar de roupa?”
- Lembro de tudo, Arthur, mas o que é que tem? - já havia perdido a paciência com todas aquelas pessoas esbarrando em mim.
“- Vai pra lá, o senhor Jones já está sabendo. Te encontro em dez minutos.” - Arthur desligou o celular antes que eu pudesse questionar alguma coisa.
Guardei o celular no bolso do casaco e fui me enfiando por entre as pessoas até chegar ao balcão. O senhor Jones acenou para mim e indicou as escadas com a cabeça, mostrando que realmente sabia de tudo. Subi as escadas rapidamente e fui sentindo calor pelo meu corpo por causa do casaco grosso que usava. Assim que abri a porta do escritório e em seguida a fechei atrás de mim, tirei minha bolsa e a coloquei em cima da mesa, sendo o casaco o próximo a ser tirado. O dobrei desajeitadamente e o coloquei no encosto de uma das cadeiras que havia ali. Com as mãos na cintura, suspirei olhando ao meu redor. Até ali tinha cheiro de café. Caminhei até a parede onde alguns quadros estavam pendurados; alguns deles eram fotos de família e outros eram ilustrações que falavam da história do café. Alguns tinham uns desenhos bem legais, e que até davam vontade de ficar lendo. Comecei a reparar nas fotos e vi que todos ali tinham o mesmo sorriso. Reconheci o senhor Jones na maioria delas, sempre com um semblante sereno e simpático que ele possuía diariamente.
- Quem vê pensa que você gosta de história. - assustei-me ao escutar a voz de Arthur ao meu lado. Assustei mais ainda quando virei-me para olhá-lo e vi que ele estava tão diferente. Apenas um semestre sem vê-lo e parecia que uma eternidade havia se passado. Ele me encarou sorrindo ”- isso não havia mudado -“ e a felicidade estava estampada em seus olhos. Seus cabelos estavam com um corte um pouco diferente, apenas mais arrumado. Suas roupas estavam definitivamente melhores e até poderia dizer que sua autoconfiança havia melhorado. Seu sorriso foi desmanchando quando ele percebeu que eu não havia reagido desde que ele entrara no escritório. - Lu? - ouvi-lo chamar meu nome, tão próximo a mim novamente, fez com que meu coração disparasse como não fazia há algum tempo. Não consegui controlar as lágrimas que vieram nos meus olhos e muito menos o soluço em minha garganta. Comecei a chorar feito criança e o abracei fortemente, enterrando minha cabeça em seu abraço. Percebi que ele se sentia da mesma maneira quando seus braços me envolveram fortemente, como nunca haviam feito antes porque nunca havia sentido minha falta dessa maneira. O máximo que passamos longe um do outro fora uma semana e esses meses comparavam-se à séculos.
- Senti sua falta. - minha voz saiu abafada por causa do seu casaco. Ouvi Arthur fungar e o senti afrouxar o abraço, segurando meu rosto em suas mãos. Encostou sua testa na minha e nós sorrimos ao mesmo tempo. Provavelmente ele havia se lembrado de que dizíamos que nós dois ficávamos com cara de criança quando chorávamos.
- Também senti sua falta, ”Luluh.”
- Mas me conta, por que tinha aquele monte de gente aqui embaixo? - perguntei ao secar minhas lágrimas com a manga do cardigã que usava. Arthur formou um sorriso sapeca nos lábios enquanto tirava seu casaco, ficando com o moletom azul escuro.
- Eu saí da casa dos meus pais achando que conseguiria chegar normalmente até aqui. Mas parece que agora eu sou “famoso” e as pessoas me reconheceram na rua. Foi quase impossível chegar aqui com tanta gente me seguindo. - sorri com a empolgação que ele tinha na voz ao falar, limitando-me a apenas concordar com o que ele dizia, o incentivando a continuar. - Você tem noção de como isso é maluco? - Arthur me puxou para que sentássemos no pequeno sofá que tinha ali.
- Na verdade não. - soltei uma risada fraca - Você ainda é o meu melhor amigo que ficou em terceiro lugar no ”X-Factor” e entrou para uma ”boyband.”Vai ser difícil te ver como famoso. - fiz careta e ele deu risada, segurando minhas mãos.
- Vai ser muito difícil me ver como famoso. - ele riu, brincando com meus dedos. Seu sorriso foi desmanchando aos poucos e ele levantou o olhar para me encarar. - Vou ter que me mudar para Londres. - engoli em seco e retirei minhas mãos das suas imediatamente, fitando a parede à minha frente.
Por um instante eu tive um pensamento egoísta e hipócrita. Minha primeira reação ao ouvir aquelas palavras foi pensar que ele estaria me deixando, mas nem ao menos pensei que eu já tinha decidido em deixá-lo há um mês. Percebi que ele me olhava em dúvida por aquela reação, e provavelmente estaria em um conflito interno tentando achar argumentos para me convencer de que aquilo era legal. O olhei novamente, segurando suas mãos e aproximando-me mais.
- Vai ter um quarto para mim? - vi que seus ombros relaxaram e ele voltou a sorrir do jeito habitual, puxando minhas pernas para seu colo, como costumava a fazer desde que nos conhecemos.
- Até dois se você precisar. - suas mãos repousaram em minhas pernas e eu me recostei no braço do sofá de dois lugares.
- Um já tá bom. - disse me distraindo ao observar seus dedos dedilhando um caminho na minha canela. - Você vai passar a véspera de Natal com a sua família?
- Vou, minha mãe me proibiu de sair de casa. - soltou uma risada nasalada. Arthur pareceu despertar de um transe e começou a remexer no bolso do casaco que tinha acabado de tirar. - Já estava me esquecendo… - disse quando tirou uma caixinha preta retangular de lá de dentro. Sentou-se de frente para mim e pediu que eu fechasse os olhos. Pensei em argumentar, mas estava curiosa demais para perder tempo, então fechei os olhos sem pestanejar. - Pode abrir. - sua voz soou rouca próxima a mim e eu os abri lentamente, primeiro encarando os seus olhos Castanhos e depois me deparando com uma pulseira de ouro com um pingente de coração.
- Arthur… É linda. - peguei a caixinha em minhas mãos e fiquei encantada com a delicadeza da pulseira. - Nem vou te entregar meu presente. - fiz bico e Arthur riu, pegando a caixinha de minhas mãos. Ele não disse nada enquanto retirava a pulseira de lá e pegava em meu pulso direito para colocá-la. - Não, coloca no esquerdo.
- Por quê?
- Porque é o lado do coração. - sorri minimamente e vi um brilho instalar em seus olhos rapidamente. Arthur colocou a pulseira em mim e sorriu a olhando em meu braço. - Obrigada, Aguiar. - fiquei de joelhos no estofado para abraçá-lo, sentindo uma pontada no coração por ainda não ter contado.
- É impressão minha ou você está tensa com alguma coisa? - Arthur me segurou pela cintura e fez com que eu me sentasse direito no sofá. Coloquei meus cabelos atrás da orelha e tentei controlar meus batimentos cardíacos.
- Às vezes eu tenho um pouco de raiva por você me conhecer tão bem. - sorri de lado, sentindo-o deslizar suas mãos até minhas coxas. Levantei uma sobrancelha e o olhei sugestiva, indicando suas mãos logo em seguida.
- Desculpa. - tirou as mãos rapidamente, enfiando-as no bolso. Ele sempre tentava se aproveitar de mim nesses momentos, só que para o azar dele eu era mais esperta do que ele achava. - Mas fala por que você está desse jeito. - suspirei. Seria melhor falar de uma vez.
- Eu… Eu vou fazer intercâmbio em Cannes. - fiz esforço para contar olhando em seus olhos.
- Quando você vai? - sua voz nunca havia soado tão fria como agora. - Quando você volta?
- Na segunda semana de Janeiro e volto na primeira semana de Setembro para o último ano do colégio. - Arthur soltou a respiração e passou as mãos pelo rosto.
- E você pretendia me contar isso quando? Quando estivesse no avião? - disse irônico e eu senti uma pequena raiva tomando conta de mim.
- Desculpa se eu quis te contar pessoalmente e não por mensagem de texto. - elevei um pouco o tom de voz, vendo Arthur levantar as sobrancelhas, me imitando. - E quando é que você ia me contar que ia se mudar para Londres? - cruzei os braços e o fitei, esperando uma resposta. - Muito obrigada pela compreensão. - levantei-me com o pensamento de ir embora. Nunca tive paciência para brigar com ninguém. Peguei o embrulho que era o presente dele e joguei em seu colo. - Feliz Natal. - disse e saí andando com minha bolsa pendurada no ombro e o casaco em mãos. Quando encostei na maçaneta da porta, senti a mão de Arthur em meu braço, puxando-me de lá e empurrando meu corpo para a parede. Arthur colocou os braços ao redor do meu corpo e apoiou as mãos na parede, me prendendo ali. Ainda tinha uma expressão emburrada e um sorriso nos lábios.
- Fiquei com saudade até das nossas brigas sem sentido. - ele me abraçou quando percebeu que eu não iria embora e nem lhe daria um chute. Arthur entrelaçou seus braços em minha cintura e juntou nossos corpos perigosamente, afundando a cabeça na curva do meu pescoço. Deixei o ar dos meus pulmões escaparem lentamente por entre meus lábios, abraçando-o pelo pescoço e entrelaçando minha mão em seus cabelos que agora apreciam muito mais hidratados do que antes.
- Olha pra mim, Arthur. - pedi sussurrando em seu ouvido e pude jurar que ele estremeceu um pouco. Arthur juntou nossas testas e me prensou na parede. Assim ficaria difícil falar alguma coisa coerente. - Você entende, não é?
- O seu intercâmbio? - concordei com a cabeça minimamente - Claro que sim, Lu. É difícil de aceitar que você vai estar na França por tantos meses longe dos meus cuidados com vários franceses mais bonitos do que eu, dispostos a serem seus melhores amigos. - comecei a rir e Arthur continuou sério - Mas eu sei que você quer isso faz tempo e eu fico feliz que tenha conseguido. - balancei a cabeça em afirmação e o abracei de novo. Em partes, o nosso medo resumia-se pelo fato de que eu poderia ir para Cannes e não voltar em Agosto como planejado. - Me promete uma coisa?
- O que quiser. - Arthur depositou um beijo no meu pescoço depois que eu respondi.
- Me promete que nunca vai tirar essa pulseira para lembrar de mim a todo instante?
- Prometo. ”

*Flashback Off*

- E eu também não abandonei o James. - Arthur olhou para o porta-retratos eletrônico que eu havia lhe dado naquele Natal. Ele ficara tão fascinado com a tecnologia do objeto em passar fotos nossas automaticamente que até deu um nome para ele. Ri lembrando-me da felicidade dele e olhei para o porta-retratos na mesa de centro da sala da sua gigante casa.
- Que bom, senão eu ia ficar triste, ia chorar e me casar com o Pierre. - Arthur parou de rir imediatamente, encarando-me. Ele ainda estava sentado sob meu corpo como se fosse uma criança de quatro anos.
- Não ouse falar o nome desse cara dentro da minha casa. - apontou o dedo indicador para mim. Tentei controlar o riso, mas era impossível ao me lembrar do escândalo que Arthur fez quando soube que eu estava namorando com um francês. - É sério, Lua. Eu nunca fui a favor do seu “namoro” com ele. - fez aspas com as mãos ao falar namoro e eu comecei a rir.
- Deu pra perceber quando ele veio me visitar em Setembro do ano passado e você começou com aquele papo de que lutava nas horas vagas. - gargalhei e Arthur ainda me encarava sério - Até parece, com esses bracinhos magrelos.
- Hey, eu sou gostoso, tá?! - Arthur levantou a manga de sua camiseta para mostrar seus músculos. Tentei ignorar o fato de que realmente havia músculos ali e revirei os olhos.
- Claro que não, só tem gordura no seu corpo! E aliás, - empurrei suas pernas mas ele nem se moveu em cima de mim - você tá pesado. - continuei tentando tirar Arthur do meu colo, mas nem um fio de cabelo dele se mexia. - Viu?! Você tá tão gordo que nem se mexe, Aguiar! - fiquei tão distraída em tentar tirá-lo dali que não reparei quando seu tronco curvou-se em cima do meu.
- Ainda não perdeu a mania de me chamar de Aguiar? - perguntou com uma sobrancelha arqueada, tendo seu olhar fixo em meus lábios.
- Claro que não. É uma coisa que eu vou fazer sempre. - espalmei minhas mãos em seu peito, fazendo um pouco de força para que ele não se aproximasse de repente.
- Até depois que nós casarmos?
- Quem disse que eu vou me casar com você?
- Você mesma. - sorriu enviesado e as imagens de quando ele tinha me pedido em casamento retornaram na minha mente.

*Flashback*
Dezembro de 2011

”- Fazendo planos para o ano novo? - perguntei assim que parei ao seu lado no parapeito da sacada, apoiando os braços ali. Arthur bebeu o resto do líquido que estava no seu copo e chacoalhou a cabeça, sorrindo em seguida.
- Só recapitulando tudo o que aconteceu esse ano. - respondeu sem me olhar. Encarei a vista da nossa cidade natal e me lembrei porque havia me mudado dali, assim como Arthur.
- Tanta coisa mudou, não é? - o vento gelado soprou e eu apertei o casaco contra meu corpo.
- Mas muita coisa continuou a mesma. - Arthur segurou em minha cintura e me puxou para um abraço, percebendo que eu sentia frio. - Como a gente.
“- Como a gente.” - suspirei. Em partes eu me lamentava por aquilo. Desde que terminara o namoro com Pierre no mês passado, eu havia descoberto que eu jamais amaria alguém como amo Arthur. E eu queria sim que alguma coisa tivesse mudado entre a gente; queria que eu pudesse considerarArthur mais do que um amigo. - Mas a cada dia que passa eu fico com mais medo de que isso mude.
- Claro que não vai mudar, Luluh. - ele me encarou. - Nós vamos nos casar.
- Quem disse? - soltei uma risada e torci para que ele não tivesse escutado meu coração acelerar instantaneamente.
- Lua Blanco, faltando… - olhou no relógio do seu pulso - Três minutos para 2011 acabar, você aceita se casar comigo? - o tom de sua voz era de brincadeira, mas a intensidade do seu olhar me fazia perceber que aquele pedido era verdadeiro de alguma forma.
- Só se a gente passar nossa lua-de-mel na Disney. - disse brincando com os botões da sua camisa xadrez.
- Com direito a declaração de amor no ”Epicot.” - ri fraco, olhando no fundo de seus olhos Castanhos.
- Então eu caso, Arthur Aguiar. - ele sorriu com todos os seus dentes, passando o nariz por minha bochecha. Arthur me puxou para mais perto, soltando o ar por sua boca diretamente contra a minha. Fechei meus olhos com isso e sentia seu hálito quente cada vez mais perto dos meus lábios. Quando achei que finalmente o beijaria de novo, fogos de artifício explodiram no céu.
- Feliz ano novo, Lu. ”

*Flashback Off*

- Sua memória é muito boa. - arrumei seu cabelo que estava bagunçado e ele me olhou sorrindo.
- Não tem como esquecer dessas coisas. - não consegui responder nada depois disso. Arthur deu uma risada fraca e deitou-se um pouco mais em cima de mim, fazendo com que nossas respirações colidissem. Ele tinha um brilho único no olhar e eu me perguntava se estava da mesma maneira. Deslizei minhas mãos de seu cabelo para seu pescoço, entrelaçando-as em sua nuca. Arthur fechou os olhos e manteve a boca entreaberta conforme o puxei para perto e depositei um beijo em sua bochecha.
Quando fui dar outro beijo do outro lado de seu rosto, fui surpreendida por uma mordida no lábio. O garoto em cima de mim abriu os olhos e me olhou tão intensamente que eu fiquei com medo que ele fosse capaz de ler meus pensamentos por causa desse gesto. Em sincronia, grudamos nossos lábios urgentemente. Deixei um gemido baixinho escapar de meus lábios quando senti seu toque novamente, depois de tanto tempo esperando para que isso acontecesse. Arthur aprofundou o beijo e senti uma de suas mãos apertar minha cintura por dentro de minha blusa. Arranhei sua nuca um tanto quanto forte, ao mesmo tempo em que Arthur interrompeu o beijo para tomar um pouco de ar. Nossas respirações estavam pesadas e descompassadas, em conjunto com um sorriso que brincava em nossos lábios. Acho que não me sentia feliz assim há muito tempo. Arthur levantou-se e sentou no sofá, puxando-me para fazer o mesmo. Assim que me sentei, Arthur segurou em minhas pernas e colocou em seu colo, segurando em minhas mãos.
- Que foi? - perguntei intrigada.
- Eu quero fazer isso dar certo. - disse sério, olhando no fundo dos meus olhos.
- Isso o que, Aguiar?
- A gente, Lu. - depositou um beijo em minha mão - Eu quero que a gente dê certo. Eu quero sair de mão dada com você na rua e te apresentar como minha namorada. Quero que vários fotógrafos nos flagrem juntos e que todas as garotas fiquem com inveja de você, porque ninguém no mundo vai ser amada como você vai ser. - pisquei tentando absorver toda aquela informação - ”Como você é.” - como o raciocínio estava me faltando naquele momento, segurei o seu rosto delicadamente e beijei seus lábios novamente.
- Nós vamos dar certo, Thurzinho . Nós já somos certos um para o outro. Sempre fomos. - disse sorrindo como nunca sorri antes.
- Namora comigo? - concordei freneticamente, sentindo seu abraço confortável mais uma vez. E agora eu me lembraria daquele Junho de 2012 como o dia em que comecei a namorar o melhor amigo que alguém poderia ter no mundo.

September 11th — and with 1 note

AVISO

Oiie gente,Sabem aquela web ”Amor e ciumes” poise,nao esta dando para postar entao ela esta CANCELADA…Descupem :(

September 6th — and with 0 notes

WEB LUAR: CAP.UNICO ”A BELA E O PRINCIPE FERA”

 Calma filha papai vai chagar já já.Fica calma. - Tentava acalmar Aline,minha filha com o Arthur.Ela tem 3 aninhos,e eu e Arthur casados a 4.De uns meses pra cá,ele tem ficado mais distante.Parece não se sentir a vontade para falar comigo.Nosso momentos a sós andaram meios esquecidos.Ele trabalha muito..É um bom pai,claro,não posso reclamar.Mais sinto falta do meu Arthur,o Arthur de dar flores,ou de simplesmente falar um “Eu te amo”..Um simples “Amor” ao me chamar seria motivo de um longo sorriso meu.

Não acho que ele chegaria a me trair, mais tenho medo e insegurança que algo em mim não o agrade mais,e que ele procure isso em outra pessoa.A prova dessa “ausência” dele,é que hoje em pleno “Dia das crianças”,vejo minha filha chateada,por o pai ainda não ter chegado.Ele saiu sedo para o trabalho,sim em pleno feriado.Estou tentando acalma-la.Mais mesmo assim,estou mais nervosa que ela.Teremos que conversar,meu coração não aguenta mais.

7:00 hs PM:

-Cheguei! - finalmente escuto a voz de Arthur pela primeira vez naquele dia. - Feliz dia das crianças princesinha! - falou quando Aline lhe abraçou pelas pernas.Arthur a entregou um enorme embrulho,e a mesma logo esqueceu do pai,correndo para o sofá e abrindo o presente com rapidez.

- Feliz dia das crianças Lua! -Sorriu me entregando uma florzinha de pano,e me abraçando com uma mão. - Trouxe Pizza pro jantar. - mostrou a pizza em sua outra mão.

-Feliz NOITE das crianças Arthur! - Falei me livrando dele,peguei um pequeno embrulho que preparara durante uma semana para ele.E o entreguei sem lhe olhar nos olhos.Então fui em direção a Aline,que olhava maravilhada a boneca que o pai avia lhe dado.

-Mamãe ó neneca papai me deu! - falou me mostrando a boneca. - ChamarMaira.

-Maria? - falei alisando o cabelinho da boneca.

-Não mamãe,Maira. - falou de um jeito fofo.

-Ok princesa. Maira. - De onde ela tira esses nomes? Maira,parece até um nome de marte!

Arthur estava na cozinha.Queri evita-lo até nossa conversa,mais tenho que alimentar Aline,essa maníacasinha por pizza.Puxou ao pai.

Sentei Aline e sua boneca com nome marciano,na mesa da sala de jantar,e fui até a cozinha.Arthur estava de costas,virado para o balcão.Eu apenas peguei a pizza na pia,e ia em direção a sala,mais Arthur me dirigiu a palavra.

- Obrigado pelo ursinho. - falou virado pra mim,mostrando o ursinho,que estava no pacote que eu o havia entregado. - É muito lindo - falou sorrindo.

-Eu achei que combinava com você. - falei de cabeça baixa,apertando a pizza com as mãos.Arthur sempre conseguia me causar sensações diferentes.

-Lua,desculpa eu..

-Arthur,depois a gente conversa. - falei ainda sem olha-lo,minhas mãos quase destruião as bordas da pizza,de tanto que a apertava.

-Lua só..

-Arthur,depois. - falei finalmente o olhando.

-Ok. - falou baixo. - vamos jantar.

-Vamos.

Durante o jantar,pouco olhei nos olhos de Arthur,ele sentou ao meu lado.E confesso que quase o agarrei ali,quando colocou uma mão em minha coxa.Mais  minha mágoa era maior,e seria traumatizante para minha filha ver senas indecentes em pleno 12 de Outubro. Aline começou a dar sinais de sono,logo depois do 2º pedaço de pizza. Arthur a pegou no colo para leva-la ao seu quarto. E ao subir as escadas com ela,e sua bonequinha marciana,pude vê-los conversar algo,mais não consegui ouvir.

9:30 hs PM no quarto:

Estava sentada na cama.Arthur já estava a meia hora com Aline.Se conheço os dois,ele deveria estar contando um história pra ela,e se conheço ainda melhor ele,deveria ser Bela e a Fera. Aquele idiota adora dizer que eu era a Bela,delicada e sensível,e ele a fera,turrão por fora,mais um príncipe por dentro.

-Ela demorou a dormir. - me assustei ao ouvir a voz de Arthur tão perto.Nem o percebi entrar no quarto,e me surpreendi,com ele está sentado no outro lado da cama.

-Você adora me assustar! - falei baixo com a mão no peito.

-Você fica linda quando está pensando.

Sorri baixo.

-Lua,me desculpe..

-Arthur. - o interrompi.E me virei para encara-lo. -  eu..Eu preciso falar,antes que eu perca a coragem. - ele apenas acenou para que eu continuasse. - Eu sempre te amei,desde o tempo do colégio,você foi meu único namorado.A gente,se ama e se casou,tivemos uma filha linda.E eu percebi esse amor crescer a cada dia ao seu lado..Mais..eu me sinto insegura,você tem estado distante,só me chama por “Lua”..Não se abre comigo.Tem chegado tarde do trabalho..Eu..eu tenho medo que o que eu sinta,não seja o mesmo que você sente.E se você estiver em dúvida sobre nós,eu te dou um tempo e..

-Não! - ele me interrompeu rapidamente.Eu já estava em pé e nervosa,e ele a minha frente,e assustado. - Eu não quero isso!

-Você está distante. - falei nervosa me virando para a janela e ficado de costas pra ele.

-Lua..Você e a Aline são as razões pra eu acordar todo dia.Vocês são meu ar,minhas forças pra viver. Se as vezes eu não demonstro isso,me desculpe. Mais você sabe,que dentro dessa “fera” tem um “príncipe”.. - nessa hora eu não aguentei,e deixe que as lágrimas que eu prendia,rolassem por meu rosto.Estava com a cabeça baixa, e as duas mão apoiadas na janela. - Eu te amo,eu nunca vou te deixar,nunca..Porque.. - Ele pausou - Porque sem você eu não vivo. - Pude perceber que ele se aproximava.

-Então porque essa distância? Por que? - falei soluçando.

-Por que eu precisava ajuntar uma grande quantia de dinheiro,que só era possível,fazendo horas extras no trabalho.Um dinheiro para uma coisa muito importante. - Ele falou se aproximando mais,já podia sentir suas respiração tão nervosa quanto a minha,batendo em meu pescoço.

-Pra que? - perguntei receosa.

-Por que eu quero mais uma razão pra viver. - ele falou baixo.Acariciando de leve minha barriga.Não podia ser,ele só queria um..

-Um bebê? - Falei levantando a cabeça.

-Um mulequinho.- Falou cheirando meu pescoço. - Eu preciso sustenta-lo.

-Arthur..

-Shii - falou sorrindo largamente,e colocando um dedo sobre meus lábios.Logo em seguida encostando sua boca na minha levemente. -Vamos praticar logo a encomenda do nosso mocinho. - falou sem desgrudar nossos lábios.E me apertou mais contra seu corpo.

Arthur,foi me levando até a cama.Logo minha fina camisola branca estava no chão.Arthur me beijava como nunca.E eu não deixava por menos.Depois de alguns minutos apaixonados.Estavamos abraçados,eu continha minha cabeça no peito dele.

-Eu te amo ‘meu amor’..- Arthur falou de repente.Eu o olhei feliz.E só pude responder-lhe a verdade.

-Eu te amo.

Meses depois..

Eu já estava de 3 meses.Minha barriga havia crescido pouco.Mais uma pequena saliência já era notada.Eu e Arthur preferimos não saber o sexo do bêbe. Mais ambos tínhamos certeza que seria um lindo garoto.O nome também ainda não havia sido escolhido.Arthur tem trabalhado muito,mais quando estávamos juntos,o tempo separado era recompensado. Aline ainda não desgrudava da boneca com nome marciano.A boneca tava meio descabelada,mais Aline não desgrudava dela.Vai saber ;/ Aquele 12 de outubro,serviu para fortalecer ainda mais meu amor pelo Arthur, e o dele pelo meu.

Ah,lembram que eu havia percebido uma conversa entre Aline e Arthur na escada naquele dia? Acreditam que ela havia pedido um irmãozinho de presente no dia das crianças,e naquela hora ele tava falando que “ia fabricar um com a mamãe”..Acredita?

Só sei que estou mais feliz que nunca.Afinal,o cara que eu amo também me ama.Agora um feliz “dia das Crianças”..E deixa eu ir,o bebê tá chutando,e o papai coruja pediu pra avisar quando ele chutasse rs’ Beijo no coração de vocês..”Eternas crianças” ;)

September 5th — and with 3 notes






ht